Agosto 22, 2009

Estudo para o domingo dia 23 de Agosto de 2009

Intercessão II
Combate é a atitude de fazer guerra contra. Quando estamos envolvidos na oração há um aumento de combate. Quando oramos qualquer tipo de oração, num certo sentido estamos fazendo guerra contra satanás.A Intercessão pode ser definida como um combate espiritual – disso fala Efésios 6:10-18 – “fortalecei no Senhor” quer dizer: adquira força espiritual. Temos a obrigação de nos preparar para o combate. Precisamos entender tudo quanto pudermos sobre o inimigo. Nenhum general vai a batalha sem conhecer as estratégias do seu inimigo. 1 – Conhecendo o nosso inimigo 1.1 – Satanás é uma pessoa real e não apenas um conceito do mal (Jó 1:6). - Ele é referido com pronomes pessoais, como um ser vivo (Lucas 11:18);- Ele tem um reino- Ele conversa (Mateus 4:7-9);- Move-se por todo lugar (Marcos 4:14-15)- Ele tem corpo (Zacarias 3:1-2) 1.2 – Satanás tem objetivo real (Efésios 6:11). A palavra ciladas vem de uma palavra grega que dá origem à nossa palavra métodos. Ele tem métodos de destruição da igreja. II Coríntios 2:11 diz que “não lhe ignoramos os seus desígnios”. A palavra do grego noeme, quer dizer pensamentos, propósitos, desejos. Quais os objetivos de Satanás?- Procura causar dúvida e incredulidade – Gênesis 3:4-5- Confusão – Lucas 22:31; II Coríntios 12:7- Divisão e contenda – I Coríntios 3:1-4- Tentação – I Coríntios 7:5; I Tessalonicenses 3:4-5- Erro doutrinário – II Coríntios 11:14-15; I Timóteo 4:1- Dificuldades – Lucas 13:16; I Tessalonicenses 2:18- Mente dúbia – II Coríntios 11:2-3 (vida mental). 2 – Conhecendo o exército organizado de Satanás
- Satanás tem um exército bem organizado – Efésios 6:12; Daniel 10:12-13- Tem soldados reais- Tem líderes bem treinados- Tem jurisdições bem estabelecidas- Tem poder real – II Tessalonicenses 2:9 Satanás é real, mas temos poder sobre ele. Podemos falar diretamente, em voz alta e com autoridade. Ele se aproxima com muita sutileza. Ele vem secretamente, envia o seu poder demoníaco para nos influenciar a sair do caminho, mas, não ignorando os seus objetivos, na autoridade de Jesus, desmascaremos os seus objetivos. 3 – Conhecendo o nosso armamento
Armamento: são todas as armas tomadas coletivamente, qualquer instrumento de combate, qualquer meio usado para conseguir vantagem sobre outro. Nosso armamento.- Nosso armamento – II Coríntios 10:3-5- Nosso propósito: Libertar pessoas – Mateus 2:9.- Nossas armas:
A Palavra de Deus – A revelação total de DeusO Sangue do Cordeiro - Apocalipse 12:10-11O testemunho dos santos – Apocalipse 12:10-11 – Uma confissão vitoriosa proclama derrota a Satanás – Filipenses 4:13 “...estou pronto para qualquer coisa e equipado para tudo, através de Cristo que me infunde força interior, isto é, eu sou todo suficiente na suficiência de Cristo.” (v. ampliada).- As orações dos santos- O Nome de Jesus – Mateus 28:18; João 14:12-14- A habitação do Espírito Santo – Lucas 24:49- O Evangelho de Jesus Cristo – Romanos 1:16- O Evangelho trará derrota total a Satanás – Apocalipse 11:15 4 – Conhecendo o nosso destino Temos um destino eterno. A igreja é a eterna companheira de Jesus destinada a partilhar do Seu trono.Estamos sendo treinados a reinar, uma coroa nos está reservada – II Timóteo 4:8 e coroa é símbolo de autoridade.Deus prepara os intercessores para grandes coisas. Alguns fatos sobre a nossa herança: - Deus criou todas as coisas, portando, Seu reino inclui toda a criação – Salmo 103:19- Jesus é o primogênito, portando, herdeiro legal do trono e da criação de Deus.- Cada crente é filho de Deus por adoção com os mesmos direitos legais que Jesus tem. Quando recebemos a Cristo nos tornamos herdeiros – Romanos 8:15-17; Apocalipse 21:7.- A Bíblia provê muitos textos que provam este conceito: Mateus 25:35; Daniel 7:8; Gálatas 6:4-7; Tito 3:5; Tiago 2:5. Nosso destino futuro depende da nossa lealdade presente

Agosto 06, 2009

Estudo para o domingo dia 9 de Agosto de 2009

Intercessão

“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei”.- Ez 22:30

“Antes de tudo, pois exorto que se use a pratica de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens...” – I Tim 2:1

Fomos chamados pra: Adoração intercessão e Testemunho. A maioria de nós tem praticado o primeiro e o ultimo. Há contudo, falta de genuína intercessão.
Interceder significa literalmente ‘interpor-se’,’colocar-se entre’. É se colocar entre Satanás e a sua força de destruição e aquele a quem ele quer destruir,e livrar o oprimido. É colocar-se entre Deus e alguém que carece do favor divino, e clama por libertação. É se por na brecha do muro em prol daqueles pelos quais Cristo derramou o seu preciosíssimo sangue,e clamar para que a graça de Deus os alcance... Interceder e gastar horas a sós na presença de Deus em fervente oração, em prol de alguém ou de alguma causa.
Há na Bíblia registros de intercessões maravilhosas, como por exemplo a de Abrão quando o Senhor estava para destruir as cidades de Sodoma e Gomorra (Gen. 18:22:33); Moisés clamou e Deus mudou os desígnios para com o povo, retirando o mal que dissera havia de fazer (Ex.32:11-14); no dia seguinte, novamente Moisés intercedeu com profundidade de alma: “Agora, pois perdoa-lhes o pecado; ou se não, risca-me, peço-te do livro que escreveste.” (Ex.32:30-25). O Salmo 106:23 testifica sobre o resultado destas intercessões de Moisés dizendo: “Te-los-ia exterminado, como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se houvesse interposto, impedindo que sua cólera os destruísse.”
O maior exemplo contudo é do Senhor Jesus que “pelos transgressores intercedeu”(Mc 15:28 – Lc 22:37). Intercedeu por Pedro (Lc 22:31,32). Pelos seus escolhidos, na oração sacerdotal (João 17). Jesus gastou apenas três anos e meio no exercício do seu ministério público entre os homens, e já há quase dois mil anos “está à direita de Deus” a interceder por nós (Rm 8:34) e “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.”(Hb 7:25).
Antes do Pentecostes, houve incessante oração no cenáculo. A oração no Monte precedeu aos Deus Mandamentos. A intercessão de Estevão resultou na conversão de Saulo de Tarso, que veio a ser o grande Apóstolo Paulo (Atos 6:57-60).
A intercessão precede a salvação. É Getsêmani antes do calvário! Antes da sua morte na cruz, o Senhor Jesus agonizou em intercessão por nós no jardim do Getsêmani, e fomos salvos. Em Isías 59:16 já estava previsto que o Senhor não acharia quem o ajudasse a interceder, assim, Jesus lutou sozinho em parto de alma para gerar filhos espirituais. É o que está escrito em Isaías 66:8 “ pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos”. Ana agonizou em oração pedindo um filho,e , mesmo sendo ela uma mulher estéril, o milagre ocorreu, e o filho lhe foi dado por Deus (I Sm 1:9-18).
No texto de Ezequiel 22:30 o Senhor diz que não achou intercessores, que se pusessem na brecha do muro e clamassem pelo povo. Esta ainda continua sendo sentida em muitas igrejas. Quando há intercessões, almas se convertem.
A base para o crescimento da igreja está na oração de intercessão. Aprouve a Deus estabelecer assim. Se quisermos contemplar conversões, precisamos semear em nossa comunidade profundo amor e paixão pelas almas perdidas, e insistir neste mister até que, voluntariamente, comecemos a ver nas reuniões de oração da igreja lágrimas sendo vertidas em prol dos pecadores perdidos.
Não há fórmulas, métodos ou estratégias mais eficazes para a conversão de pecadores, do que a fervorosa intercessão. A igreja precisa entrar em parto de alma para gerar os seus filhos espirituais.

Julho 09, 2009

Um Lugar no Reino dos Céus- Domingo 12 de julho

Um lugar no reino dos céus

Texto bíblico: Mateus 7.21-28
O mais fantástico sermão de todos os tempos caminha para o fim. É provável que a esta altura a multidão já esteja deslumbrada. Estamos às portas da conclusão, e a multidão ficará maravilhada (v. 28). O maior de todos os mestres conclui sua palavra com um impressionante clímax, mostrando dois aspectos que andam lado a lado: a inutilidade de uma religião pomposa, mas sem ele, e a necessidade de um posicionamento diante de sua palavra. Não é possível ouvir Jesus e ficar sem tomar posição. Não é religião, é ele. Não são sinais, é ele. Entrarmos no reino dos céus vem pela nossa decisão do que fazemos com Jesus.
Esta é a questão: que fazer diante das palavras de Jesus? A pergunta de Pilatos, “Que farei, então, de Jesus, que se chama Cristo?” (Mt 7.22) deve ser feita por todo homem. É preciso tomar uma decisão. Jesus deixa claro no término do sermão: não se fica indiferente a ele. Por um trimestre estudamos seu ensino. Como nos portaremos diante de suas palavras? Nosso destino final será decidido pelo nosso posicionamento diante dele. Entraremos ou não no reino dos céus conforme a resposta que dermos ao que ele ensinou, do que ele fez, do que ele é, de sua pessoa, enfim. Vejamos isto e respondamos à pergunta: O que faremos com Jesus e seus ensinos? Disto depende nosso destino eterno.

1. Haverá um juízo – 7.22
“Naquele dia”, já vimos, é o dia do juízo final. Veja, a propósito, Lucas 10.12, 2Tessalonicenses 1.10 e 2Timóteo 1.12. “Naquele dia” haverá muita gente frustrada. Porque seguiu sua própria visão, o seu entendimento pessoal do que seja o caminho para a vida eterna. Isto tão é atual! As pessoas fazem seu projeto pessoal de salvação e nutrem seus próprios conceitos, ao invés de se pautarem pela palavra de Jesus.
Não basta dizer que é dele ou que fala em nome dele. Por três vezes, estas pessoas usam a expressão “em teu nome”. E ouvirão “Nunca vos conheci”. Profetizar, expulsar demônios e fazer milagres em nome de Cristo não significa que a pessoa esteja salva! É possível fazer tudo isto e estar perdido! Que advertência! Há uma espiritualidade “cheia de poder” que nem sequer indica salvação. Pensemos nesta citação de Broadus: “Quaisquer que fossem as palavras destes homens, as suas obras foram más; eles não fizeram a vontade de Deus (v.21), não deram bons frutos (v.18), não praticaram as necessárias obras de justiça que ele exigira (5.20, 6.33). E Jesus não só não os conhece agora, nunca os conheceu, nem mesmo quando efetuaram milagres em seu nome”. Não basta alegar poder espiritual. É preciso fazer a vontade do Pai que está nos céus (v. 21). Reveja, na lição anterior, o tópico “Não é o que se fala, mas o que faz”, sobre este assunto.

2. Ele não conhece os praticantes da iniqüidade – 7.23
“Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”, diz Jesus. É tudo o que ele tem a dizer. Ele não se ilude com os sinais, mas olha o caráter. Uma árvore boa dá bons frutos. Se há maus frutos, a árvore é má. O salvo não pratica a iniqüidade. Temos nos esquecido da ética cristã, da necessidade do cultivo do caráter, tamanha a ênfase que damos à justificação pela fé, mas devemos lembrar que salvos não praticam iniqüidade. A advertência é muito oportuna, pois a igreja contemporânea valoriza sinais e prodígios e não o caráter: é possível ser um perdido e operar sinais.
Ele ignora os iníquos, mas conhece as verdadeiras ovelhas (Jo 10.14). No versículo 15 ele falou de lobos que parecem ovelhas. Aqui continua o assunto. Ele sabe quem é e quem não é ovelha. Uma boa descrição das suas ovelhas está em João 10.26-28. E aqui fica caracterizado quem não é: o que pratica o mal. Quem ama o pecado não é de Cristo, por mais alarido que faça. Leia, a propósito, 1João 3.1-10.
3. A parábola das duas casas - A casa que não cai – 7.24,25
A seguir, Jesus conta a parábola das duas casas. A casa é um símbolo da nossa vida. Nós a edificamos sobre a rocha ou sobre a areia. O que edifica sobre a rocha é chamado de “prudente” ou de “sábio”. Ele “ouve” e “põe em prática”. Quem ouve as palavras de Jesus e as cumpre edifica a vida sobre a solidez de uma rocha. Não basta ouvir. Há pessoas que são atenciosas e ouvem com educação, mas não praticam. É preciso ouvir e praticar (Tg 1.22-25). Quem age assim, quando a casa é batida pela tempestade, fica de pé. As tempestades vêm sobre as duas casas, mas a casa do seguidor de Jesus permanece de pé. O obediente pode enfrentar as piores tempestades e permanecer de pé.
O seguidor de Jesus não só entra no reino “naquele dia”, mas vive no reino dos dias de hoje. Tem a certeza de que nas maiores crises de sua vida está alicerçado sobre a rocha. A figura de estar sobre a rocha no meio da crise era muito comum na poesia hebraica (Sl 18.2, 31.2 e 40.2, entre outros). Ouvir e cumprir o que Jesus ensinou é garantia de vida eterna, “naquele dia”, e vida equilibrada e estável, no dia de hoje. O padrão não são sinais portentosos, mas a obediência ao que ele ensinou. Esta foi sua exigência à sua igreja: “ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.20).
4. A parábola das duas casas – a casa que cai – 7.26,27
Há quem ouça e não coloque em prática. É o homem “insensato” ou “louco”. Ele edifica sobre a areia. As tempestades derrubam sua casa. Fica bem claro que a questão não é a violência da tempestade, mas os fundamentos da casa. Ouvir e não cumprir é construir a vida sobre a areia.
A ilustração segue a linha do justo e do ímpio, no Salmo 1. Ali, a situação presente e o destino final dos dois são definidos pelo seu posicionamento diante da Palavra, a Torah. Aqui, diante da palavra de Jesus. Jesus é a nova Torah, ele é a nova revelação de Deus, a Palavra encarnada: “E a Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade...” (Jo 1.14, Linguagem de Hoje). Por isso, durante o sermão ele disse “Ouvistes o que foi dito...” e “Eu, porém, vos digo” (5.21,22, 5.27,28 e, com variações, 5.31,32, 33,34, 38,39, 43,44). A palavra final em matéria de religião é a de Jesus. Ele é a última palavra de Deus aos homens: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho...” (Hb 1.1-2).

5. O que dizer de um discurso deste?
“As multidões se maravilhavam da sua doutrina” (v. 28). Não há outro sentimento a se nutrir quando se depara com este sermão. É o mais fantástico sermão do mais fantástico pregador que já houve. “Nunca homem algum falou assim como este homem” (Jo 7.46). E jamais alguém falará como ele falou. Digamos como Pedro: “Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Só ele tem palavras assim. Só as suas palavras podem transformar vidas para todo o sempre.
Escribas e fariseus citavam vários pensadores e escritores do passado, apenas repetindo conceitos. Uma coletânea de pensamentos muitas vezes desconexos. Mas Jesus dizia: “Eu vos digo”. Este foi seu ensino: ele mesmo. Para muita gente, Jesus pregou o amor. Sim, mas secundariamente, não como tema principal. Seu tema principal foi ele mesmo. Ele tinha autoridade. Ele falava como ninguém. Diante de seus ensinos só podemos quedar maravilhados. Louvado seja Jesus!

Para pensar e agir
Fiquemos com as palavras de Ryle, um servo do passado: “É assim que termina o Sermão do Monte. Jamais se tinha pregado um sermão como este anteriormente. Talvez jamais se pregou outro igual desde então. Cuidemos para que ele tenha uma influência duradoura e permanente sobre nossa alma. Ele foi dirigido tanto a nós como àqueles que primeiro o ouviram. Nós somos os que terão de prestar contas pelas lições deste sermão, lições que nos sondam o coração. O que pensamos a respeito destas lições não é questão de pouca importância. A palavra que Jesus tem proferido, essa mesma palavra nos julgará no último dia (Jo 12.48)”.

Maio 24, 2009

Estudo 13 da EBD. Domingo, 23 Maio de 2009.

A verdadeira espiritualidade: oração e conduta Texto bíblico: Mateus 7.7-12


Sendo o Sermão do Monte um discurso sobre religião prática, não é de se estranhar que Jesus continue abordando a verdadeira espiritualidade. . Jesus liga oração, jejum e o que se fala da vida alheia.
Esta abordagem é oportuna, porque muitos pensam que religião trata apenas de seu relacionamento com Deus. Jesus deixa claro que não é apenas “Eu e Tu”, mas “Eu, Tu e o Outro”. Consideremos esta questão hoje.
1- Pedir, buscar e bater; receber, encontrar e abrir – 7.7,8.
São três sentenças curtas, com três verbos expressivos: pedir, buscar e bater (vv. 7,8). Eles definem o que seja oração. Não é definição teológica, mas que profundidade! Orar é pedir ao Pai. É buscar ao Pai. É bater à porta do Pai. Jesus não descreve formas ou métodos, apenas mostra que atitudes tomar.
Estas atitudes recebem respostas. Troquemos o “buscar” por “procurar” e temos uma expressão muito conhecida: “quem procura acha”. A questão fundamental no ensino de Jesus é esta: Deus responde às orações. Oração não é um exercício psicológico, nem comunhão com a Grande Mente Cósmica do Universo, seja lá o que isso seja. Oração é comunhão com um Pai celestial que responde. Uma postura de dependência (pedir, buscar e bater) para com um Deus prestativo (recebe, acha, e abre-se). Oração não é inutilidade, mas uma experiência fantástica: uma pessoa que se põe como dependente diante de um Deus bondoso é atendida por ele. Não é dar ordens a Deus, mas pedir, buscar e bater.

Duas ilustrações simples e profundas – 7. 9-11
Jesus usa duas ilustrações muito simples. Um bom pai, se o filho lhe pedir pão, que era o prato principal naquela cultura, não lhe dará uma pedra (v. 10). Os pães daquela época não eram parecidos com os nossos e tinham até semelhança visual com pedras da rua. Mas o pai não se engana nem engana o filho. Um bom pai, se o filho lhe pedir peixe (prato secundário naquela cultura) não lhe dará uma serpente (v. 10). Talvez seja a figura de uma enguia, parecida com serpente. Novamente o pai não se ilude nem engana o filho.
“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?” (v. 11). Esta é a dedução que Jesus faz das suas ilustrações. Uma mensagem boa: o Pai dará coisas boas aos seus filhos. Ele não se engana nem nos engana. Esta é a garantia da oração. Deus é um Pai absolutamente bom. Se nós damos coisas boas aos nossos filhos e somos maus, ele não nos dará coisas boas? A base para recebermos a resposta em oração foi bem estabelecida pelo Salvador: é a bondade de Deus. Não é nossa intensidade em oração (embora seja bom ter oração intensa) nem o fervor espiritual (embora seja bom ter fervor em oração). A base de tudo é a bondade de Deus.
3. A mensagem negativa da ilustração – 7.11
Mas se há uma mensagem boa nas ilustrações usadas, há uma negativa, que é um balde de água fria nos ensinos humanistas de hoje: “sendo maus”. Seus ouvintes eram religiosos, seguiam-no, queriam aprender dele, mas eram maus. A declaração é incidental, mas o Sermão do Monte trata de religião prática e Jesus não era de jogar palavras fora nem as usava indevidamente. Religião, em si, não torna as pessoas boas. A graça do evangelho transforma o pecador. Mas a simples prática de religião não torna alguém bom.
Foram religiosos que pediram a morte de Jesus. Foi um casal de religiosos que mentiu à igreja (At 5.1-10), e foram homens religiosos que tentaram matar Paulo, até mesmo jejuando e fazendo juramento para isso (At 23.12). Não há pessoas boas (Mc 10.18). Isto se constitui em grande desafio evangelístico para a igreja. A única maneira de levar as pessoas à prática da bondade é levá-las até a pessoa de Cristo. Só ele pode nos mudar. Fora dele tudo é paliativo. E também se constitui num desafio moral: se fomos alcançados pelo evangelho devemos mostrar bondade em nossos atos. Há membros de igreja que são maus, briguentos, cheios de ódio. Isto é um contra-senso. O evangelho transforma as pessoas. Quem tem a fonte do bem em si, quererá fazer o bem.
A regra áurea – 7.12
“Portanto, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-lhos também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas” (v. 12). Este texto é chamado de “regra áurea”. Ele estabelece o mais profundo padrão de relacionamento pessoal já proferido por alguém. Se ele fosse posto em prática por todas as pessoas, assumido como regra infalível de conduta, o mundo seria um paraíso relacional.
No século 6 a.C., Confúcio disse: “Não faça nada ao seu próximo que você não queira que seu próximo faça a você” (Mahabarata XIII.571). O filósofo Sócrates, no século 2 a.C., disse: “Aquilo que fazendo vós a outros lhes irrita, não lho deveis fazer vós”. Mas há uma diferença deles para Jesus. Eles foram negativos: não fazer aos outros o que não queremos que os outros nos façam. Jesus foi positivo: faça o que querem que lhe façam. A diferença não é de palavras, mas de visão. Jesus positivou a religião. Os mandamentos diziam para não adulterar, não roubar, não matar, não defraudar. Jesus manda amar o próximo (Mt 22.39). Sua maior ênfase não está nas proibições, mas nas ações positivas. Ele deu mais ênfase à prática do bem do que ao evitar o mal. Porque a prática do bem amadurece a pessoa, dá-lhe realização, traz-lhe a sensação de dever cumprido. E não basta não fazer o mal. É preciso fazer o bem (Tg 4.17). Uma pessoa pode não fazer o mal, mas pode desejá-lo para outra. Mas quem faz o que quer que lhe façam, nunca desejará o mal para os outros. Jesus foi além dos demais mestres de religião e de moral.

4. Quebra ou continuação de argumento? - 7.12
Mas Jesus vinha falando de oração e de repente introduz a regra áurea. Isto não foi uma quebra no seu argumento? Não, na realidade, foi a continuação do tema sobre a verdadeira espiritualidade. Ela não se constitui apenas de oração e jejum . Também envolve o próximo, a maneira como nos pronunciamos a seu respeito.
No trecho anterior (7.1-5) Jesus trata de relacionamentos verbais. Leia o texto, e pergunte-se: você quer ser agredido verbalmente? Quer ser alvo de fofoca? Não, óbvio. Pois bem, “tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-lhos também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas” (v. 12). E entre a maneira de falarmos sobre nossos irmãos, o não efetuar juízos daninhos a respeito deles e a regra áurea, vem o assunto oração. É como se nos dissesse: “Não seja fofoqueiro nem pense mal dos outros, vá orar!”. Se cada fofoca fosse substituída por oração intercessória, como o corpo de Cristo na terra seria edificado! Em vez de briga e fofoca, que tal oração?
Evitemos falar o indevido com e sobre os irmãos (7.1-5). Ao invés de falar deles, é melhor falar com Deus. A espiritualidade verdadeira não é apenas jejuar e orar. É também saber se relacionar com os outros. Espiritualidade sem misericórdia é falsa.
Para pensar e agir
Como sempre, o desconcertante Jesus nos desafia. Ele é o mais fantástico Mestre (e o único com M) e seus ensinos têm uma profundidade ímpar, em sua simplicidade. O que pensamos ser a verdadeira espiritualidade, hoje? Declarar a fé? Viver em louvor? Jesus nos ensina que não há espiritualidade autêntica sem bom relacionamento com o próximo. A igreja hoje tem muitos santos grosseiros e intratáveis, com excesso de convicções e carência de amor. Não basta orar, jejuar e louvar. Sem o próximo não há espiritualidade verdadeira.

Maio 17, 2009

Estudo 12 da EBD. Domingo, 17 Maio de 2009.

TEMA: Nós somos humanos... Tiago 5.19,20


Os crentes também são pecadores. Porque nos tornamos crentes, após ter vivido uma experiência de conversão a Cristo, não quer dizer que somos imunes ao pecado. Deus sabe disso. Ele conhece a nossa luta e não espera que os crentes novos amadureçam e frutifiquem da noite para o dia. Somos cristãos, mas continuamos gente. E, gente essa, falha, passa por períodos de oscilações...
Enfrentamos situações adversas, somos tentados e pode acontecer que façamos o que é mal perante os olhos de Deus. Temos um exemplo no Salmo 51. Davi reconhece os seus erros, confessa os seus pecados, mostra-se arrependido e clama pela misericórdia de Deus: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável”(v.10).
“Meus irmãos, se algum dentre vós se desviar da verdade...”(Tg 4.19). Tiago está concluindo sua carta. Pela ultima vez, dirigi-se aos crentes para considerar que há crentes que se desencaminham. Tornam-se seduzidos pelo Maligno, perdem a comunhão com Deus e se desviam da verdade.
O pecado permeia a nossa existência. Somos vencidos por ele, quando deixamos de nos submeter totalmente à Palavra de Deus. Precisamos lutar com seriedade e continuamente, para não entristecermos o Espírito Santo com nossas ações e termos o controle de Deus sobre a nossa vida. Ele quer que a cada dia nossa vontade vá se tornando submissa à sua vontade.
E se alguém cair? Será necessário que outro o ajude a compreender a verdade novamente. “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura”(Gl 6.1). Quando virmos o nosso irmão fraco, desanimado ou envolvido com as coisas mundanas e pecaminosas, devemos empregar todas as nossas forças para trazê-lo de volta à comunhão com Deus. Nós vemos bons resultados quando zelamos pelos nossos irmãos.”...sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá uma multidão de pecados”(Tg 5.20).
Aquele que se desviou precisa arrepender-se e voltar à fé. Necessita deixar seus maus caminhos e passar a fazer o que é direito. É por isso que Tiago fala de conversão. Refere-se à mudança de vida para seguir na direção que é indicada por Deus.
Quando vemos um irmão fazendo algo que irá prejudicá-lo, temos o dever de nos dirigirmos a ele e falarmos da nossa preocupação com o seu bem estar. É muito bom fazer referencia a um texto bíblico que apresente uma palavra de coração. Com amor, aconselhamos, intercedemos e zelamos pelo nosso irmão para reconduzi-lo à presença do Senhor:”Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só...”(MT 18.15).
Se tivermos êxito e ele for recuperado, livrar-se-á de muitos problemas decorrentes do seu desvio. O mais importante, porém, é que a sua alma viverá e Deus não se lembrará mais dos seus pecados. Estaremos felizes por sabermos que fomos usados por Deus para resgatar alguém da morte para a vida. Haverá alegria no céu e, também na comunidade cristã.
Os observadores da igreja poderão perceber o amor, a compreensão e o espírito de ajuda que os irmãos nutrem entre si. E, isto contribuirá para que reconheçam em Jesus a maior expressão do amor de Deus (Jô 17.21).

Estudo 11 da EBD. Domingo, 10 Maio de 2009.

TEMA: Vivendo em comunidade. Tiago 5.13-18

“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração...”(Tg 5.13,14)
“Confessai...e orai uns pelos outros...”(Tg 5.16).
“Elias era homem semelhante a nós...e orou...”(Tg 5.17).
Referindo-se à convivência dos crentes, Tiago coloca o ato de orar em destaque. No início da carta, aconselhou o crente a orar com fé (1.5,6). Agora, para finalizar, novamente incentiva-o à oração. Faz três perguntas, focalizando pessoas de três categorias: o sofredor, o feliz e o doente. Dá respostas da mesma natureza para todas elas. O crente deve orar pelo irmão que sofre. Deve cantar louvores a Deus quando um irmão está contente. Deve orar pelo irmão que estiver doente. Um crente deve orar pelo outro, qualquer que seja a situação na qual se encontre.
Da mesma forma, o apóstolo Paulo ensina que o cristão precisa orar sempre:”Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e ara isto vigiando com toda perseverança e súplica e por todos os santos...” (Ef 6.17,18).
Enfrentando o sofrimento, precisamos buscar em Deus o livramento da provação ou a força para resistirmos permanecendo fiéis a ele. Do alto vem a capacitação para executarmos os propósitos que ele tem planejado. Tendo o coração confortado, é importante lembrarmos que o bem-estar vem de Deus e expressarmos a gratidão ao Senhor com oração e louvor.
No caso de enfermidade, líderes espirituais devem ser chamados para a oração intercessora. Aqui o termo usado para líderes espirituais é “presbíteros” ou “anciãos”, assim como “bispos” (Atos 20.28) e “pastores” designam a mesma função no NT e identificam homens dados ao ministério da oração.
O ensinamento de Tiago é que alegria e sofrimento devem ser transformados em oração e cântico, entre os membros da igreja de Cristo.
“E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se, houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.15). Neste versículo vemos que os presbíteros deviam orar pelas pessoas doentes e ungi-las com óleo. A unção era um ato simbólico. Indicava que a pessoa estava sendo “separada” para receber a atenção e o cuidado de Deus. É uma pratica recomendada por Tiago e que é mencionada no NT somente mais uma vez:”expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo” (Mc 6.13).
Muitas curas foram realizadas sem unção e isto demonstra que ela não é imprescindível na oração pela cura. No v.15, Tiago atribui a cura à ação de Deus, respondendo à fé expressa na oração dos presbíteros, e não à unção. Mostra que a oração será eficaz quando refletir um compromisso sincero e inabalável com Deus. Sua expressão-oração da fé- traz a idéia de confiança na capacidade que Deus tem de responder. Refere-se, também, ao reconhecimento de que Deus é soberano e sua vontade, perfeita. Podemos orar com fervor ou com insistência como fez Elias (v.17,18), mas a ação do Espírito de Deus requer de nós a visão de um Deus grande, fiel e Todo-Poderoso, que está no controle de nossa vida.

Abril 05, 2009

Estudo 10 da EBD. Domingo, 26 Abril de 2009.

TEMA: Sim, Sim;Não, Não Tiago 5.7-12



Há algo enganoso na natureza humana que nos faz querer esconder nossas ações. Falar a verdade, em todas as circunstancias, é um desafio para todos os cristãos.
Em 2Cr. 18.3-34 está relatada uma história que aconteceu durante o período do reino dividido. Josafá, rei de Judá, era um homem de Deus. Mas Acabe, rei de Israel, fazia desafios e zombava de Deus. Acabe mantinha um grupo de falsos profetas ao seu redor. A principal tarefa desses profetas era manter o rei feliz. Micaías, o único profeta que estava em contato com Deus, não era bem aceito por Acabe, porque insistia em falar a verdade. Nesta história, Micaías fala a verdade, mesmo sabendo que o rei vai colocá-lo na prisão.
Freqüentemente, as pessoas fazem e dizem o que é favorável em lugar do que é certo e verdadeiro. Precisamos estar em contato com Deus e assumir uma posição firme como Micaías. Davi diz que o cidadão dos céus é aquele “que vive com integridade, pratica a justiça, e de coração, fala a verdade”(Sl15.2). “O que diz a verdade manifesta a justiça...”(PV 12.17).
A verdade é sempre o caminho seguro. Seja qual for a conseqüência, nossa palavra deve ser “sim” ou “não” (Tg 5.12). Deus quer que falemos a verdade, mesmo quando isso for difícil.
Ter clareza a respeito do “não” e do “sim” é o tema de Tiago 5.12. As palavras que emitimos permitem que os outros saibam onde nos encontramos e reconheçam a nossa posição. Elas nos identificam. Quando uma pessoa diz “não”, ela esclarece o que está fora de sua vida. Como eleitos de Deus, sabemos quais as virtudes que devemos cultivar e as obras da carne (Gl5.19-21) não devem entrar no nosso cercado. Os limites nos são dados pela palavra de Deus.
Diante daquilo que não presta, é importante sentir-se seguro para dizer:não, discordo, não vou, isso é errado, isso não é bom...Se o cristão não souber dizer não, ele se moldará às exigências e visões mundanas (Rm 12.2). Quem pensa que dizer “não” é ruim, acaba dizendo “sim” para o que não presta. Assim, consente toda a sorte de maldade na sua vida.
“Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo”(Tg 5.12).
Neste trecho, Tiago proíbe o ato de invocarmos o nome de Deus, ou alguma coisa santa, para garantirmos a veracidade daquilo que dizemos. É pecado tomar o nome de Deus em vão (Ex 20.7).
Tiago expressa a mesma preocupação de Jesus: “Também ouvistes que foi dito aos antigos: não jurarás falso...Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis, nem pelo céu... nem pela terra...nem por Jerusalém...nem jureis pela tua cabeça... Seja, porém, a tua palavra: sim, sim, não, não. O que disto passar vem do maligno” (MT 5.34-37)
Nossa palavra deve ser tão confiável que não precisemos de nenhum juramento para apoiá-la: um simples “sim” ou “não” deve ser suficiente. Somos cristãos, falamos a verdade e, por isso, não precisamos tomar avalista para o que dizemos.


Leituras Diárias: Segunda- Êxodo 20.1-7; Terça- Deut. 5.1-11;Quarta- Levítico 19.11-12; Quinta- Tiago 5.7-12; Sexta- Mateus 5.33-37; Sábado- Mateus 23.16-22; Domingo- 2Cron. 18.3-34.

Estudo 9 da EBD. Domingo, 19 Abril de 2009.

TEMA: A verdade da hora ou a hora da verdade. Tiago 1.9-11;5.6-16

Ao lermos o Antigo Testamento, podemos destacar aspectos importantes para a compreensão da Epístola de Tiago. Alguns trechos mostram que Deus dispensa um cuidado especial para o pobre (Sl 68.5;Dt 10.18) e exige que o seu povo dê um tratamento semelhante às pessoas desfavorecidas (Dt.10.19). Pode-se observar uma tendência de identificar pobre com o justo: “É melhor ter pouco e obedecer ao Senhor do que possuir as grades riquezas dos homens maus...” (Sl 37.16). Os ricos tendem a ser identificados como ímpios e perversos: “Olha bem o que está acontecendo! Os perversos exploram e maltratam o homem pobre e ainda se orgulha disso!...Os homens desligados de Deus contam vantagens sobre os maus desejos de seus corações. Quem só pensa em ganhar e ajuntar riquezas ofende e desrespeita o seu Senhor”(Sl 10.2,3) Tiago baseia-se nessas mensagens para esclarecer a situação dos cristãos desprovidos de bens matérias e do incrédulo que tem uma boa situação econômica. Chegará a hora em que o rico e o pobre estarão diante de Deus para o seu julgamento. O rico se desvanecerá como as coisas que tem e o “irmão de condição humilde” será exaltado por aquilo que é(Tg 1.9-11).
Tiago não condena os ricos simplesmente por serem ricos. Ele critica aqueles que acumulam riquezas somente para si (Tg 5.2-3), usufruem o luxo sem sentido (v.5), oprimem o trabalhador (v.4), e perseguem o justo (v.6). Preocupa-se com o fato de que eles se gloriem com o que têm, fazendo dos seus próprios bens o seu deus. As riquezas não podem trazer alivio num momento de aflição espiritual, por isso não se deve confiar no poder econômico e, sim unicamente em Deus. As circunstancias terrenas não permanecerão para sempre. ‘...o rico... passará como a flor da erva. Porque o sol se levanta com seu ardente calor e a erva seca, e a flor cai, e desaparecerá a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos”(Tg 1.10,11).
A recomendação de Tiago é que o rico escolha seguir a Jesus, porque na hora que for julgado por Deus, se o seu coração estiver nos bens materiais, receberá a condenação. Entretanto, se for humilde em reconhecer que não é poderoso, que tudo o que possui provém de Deus e se gloriar continuamente no Senhor (Sl 44.8), viverá com ele eternamente.
A pobreza é uma virtude? Não. Pobreza é a condição do homem desprovido de bens matérias, “condição humilde” (Tg 1.9).Nesse trecho , Tiago fala sobre um cristão. Um homem que não tem dinheiro e que não esta preocupado em ser bem-sucedido economicamente: “É melhor ser respeitado do que ser rico; é melhor Sr amado do que ter do que ter uma fortuna em ouro e prata”(PV 22.1). para ele, a posse de bens materiais não é o mai alto valor. A virtude está no seu caráter: é uma pessoa de boa qualidade moral e espiritual, s dispõe a viver segundo os ensinamentos de Deus. Não se entristece por ser pobre, pois sabe que é grande aos olhos do Senhor.
O mundo valoriza as pessoas por aquilo que elas têm. Deus dá valor ao homem pelo uqe ele é. Tiago recomenda que o pobre se glorie na sua dignidade. Isso significa que deve se orgulhar por ter sido criado a imagem de Deus, ser redimido por Cristo, viver segundo a direção do Espírito Santo e estar destinado ao céu.


Leituras Diárias: Segunda- Tiago 1.9-11;Terça- Amós 6.1-9; Quarta- Lucas 1.46-53; Quinta- Filipenses 3.17-21; Sexts- Tiago 5.6-16; Sábado- Mateus23.11-12; Domingo- 1Timóteo 6.6-11.

Março 28, 2009

Estudo 8 da EBD. Domingo, 12 Abril de 2009.

TEMA: Seres humanos ou Semideuses ?? Tiago 4.13-17

“Atendei, agora vós que dizeis: Hoje ou amanha, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros”(Tg4.13).
Tiago se dirige a comerciantes que decidem ir para uma cidade, onde passarão determinado tempo e ganharão dinheiro. Com esta chamada, destaca algo que costuma passar pela cabeça de qualquer ser humano: planejar a vida e ter sucesso.
Fomos feitos por Deus como seres pensantes, com sentimentos e desejos. Temos a capacidade de nos preparar cuidadosamente para o futuro, e a Palavra de Deus ensina que devemos fazer isso. “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: este homem começou a construir e não pôde acabar” (Lc 14.28-30).
Devemos ser prudentes e previdentes. Precisamos agir com sabedoria, porque o resultado da nossa vida depende das decisões que tomamos. Temos planos e projetos, e nos empenhamos em realizá-los.
“Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a nossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”(Tg4.14).
Desconhecemos o que está por vir, da mesma forma que o rico insensato da parábola de Jesus, em Lucas 12.16-20. Aquele homem planejou guardar muitos bens para muitos anos.naquela noite morreu.
“Que é a vossa vida?” Somos como neblina ou como vapor. Imagine, agora, que uma panela é destampada e o vapor que se formou dentro dela sai e logo se acaba. Moisés diz: “Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento...tudo passa rapidamente, e nós voamos”(Sl 90.9,10).
Em prov. 27.1, encontramos: “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz”.
Muitas vezes achamos que podemos tomar decisões sobre a nossa vida, sem considerarmos que acima de nós existe um Deus que é soberano e dono de todas as coisas, até mesmo de nós. Temos a ingenuidade de pensar que podemos exercer total controle da nossa caminhada. Não é assim. Nossa vida pertence a Deus. Ele sempre tem a última palavra. Faremos isto ou aquilo, se ele quiser (Tg 4.15).
Somos limitados. Podemos lembrar as palavras de Agur: “... não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo” (PV 30.4). Muitas vezes, nossos pensamentos não passam de ilusão. Estão distantes dos propósitos divinos. Diz o Senhor: “... os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos...são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos que os vossos pensamentos” (Is 55.8,9).
Para nos sentirmos mais seguros, precisamos depositar menos confiança em nós mesmos e dependermos de Deus. Planejar a vida sem Deus é insensatez, é arrogância. Pecamos quando agimos assim(Tg 4.16,17).
Sugeitemo-nos a Deus e permitamos que ele cumpra em nós o seu querer, sabendo que a sua vontade é sempre boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).
Façamos planos, mas reconheçamos que a resposta final deve vir do Senhor.

Leituras Diárias: Segunda- Tiago 4.13-17, Terça- Prov. 16.1-9, Quarta- Lucas 12.16-20, Quinta- Salmo 90.1-10, Sexta- Salmo 90.11-17, Sábado- Salmo 139.1-16, Domingo- Salmo 139.17-24.