março 28, 2009

Estudo 8 da EBD. Domingo, 12 Abril de 2009.

TEMA: Seres humanos ou Semideuses ?? Tiago 4.13-17

“Atendei, agora vós que dizeis: Hoje ou amanha, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros”(Tg4.13).
Tiago se dirige a comerciantes que decidem ir para uma cidade, onde passarão determinado tempo e ganharão dinheiro. Com esta chamada, destaca algo que costuma passar pela cabeça de qualquer ser humano: planejar a vida e ter sucesso.
Fomos feitos por Deus como seres pensantes, com sentimentos e desejos. Temos a capacidade de nos preparar cuidadosamente para o futuro, e a Palavra de Deus ensina que devemos fazer isso. “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: este homem começou a construir e não pôde acabar” (Lc 14.28-30).
Devemos ser prudentes e previdentes. Precisamos agir com sabedoria, porque o resultado da nossa vida depende das decisões que tomamos. Temos planos e projetos, e nos empenhamos em realizá-los.
“Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a nossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”(Tg4.14).
Desconhecemos o que está por vir, da mesma forma que o rico insensato da parábola de Jesus, em Lucas 12.16-20. Aquele homem planejou guardar muitos bens para muitos anos.naquela noite morreu.
“Que é a vossa vida?” Somos como neblina ou como vapor. Imagine, agora, que uma panela é destampada e o vapor que se formou dentro dela sai e logo se acaba. Moisés diz: “Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento...tudo passa rapidamente, e nós voamos”(Sl 90.9,10).
Em prov. 27.1, encontramos: “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz”.
Muitas vezes achamos que podemos tomar decisões sobre a nossa vida, sem considerarmos que acima de nós existe um Deus que é soberano e dono de todas as coisas, até mesmo de nós. Temos a ingenuidade de pensar que podemos exercer total controle da nossa caminhada. Não é assim. Nossa vida pertence a Deus. Ele sempre tem a última palavra. Faremos isto ou aquilo, se ele quiser (Tg 4.15).
Somos limitados. Podemos lembrar as palavras de Agur: “... não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo” (PV 30.4). Muitas vezes, nossos pensamentos não passam de ilusão. Estão distantes dos propósitos divinos. Diz o Senhor: “... os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos...são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos que os vossos pensamentos” (Is 55.8,9).
Para nos sentirmos mais seguros, precisamos depositar menos confiança em nós mesmos e dependermos de Deus. Planejar a vida sem Deus é insensatez, é arrogância. Pecamos quando agimos assim(Tg 4.16,17).
Sugeitemo-nos a Deus e permitamos que ele cumpra em nós o seu querer, sabendo que a sua vontade é sempre boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).
Façamos planos, mas reconheçamos que a resposta final deve vir do Senhor.

Leituras Diárias: Segunda- Tiago 4.13-17, Terça- Prov. 16.1-9, Quarta- Lucas 12.16-20, Quinta- Salmo 90.1-10, Sexta- Salmo 90.11-17, Sábado- Salmo 139.1-16, Domingo- Salmo 139.17-24.

março 22, 2009

Estudo 7 da EBD. Domingo, 28 de Março de 2009.

TEMA: Bem e Mal....e as Contendas? Tiago 3.1-12 e 4.1-12

È muito difícil falar e não errar. Tiago 3.1-12 trata dos efeitos nocivos da língua sem controle. Depois de dar um conselho para falar pouco (1.19) e de apresentar o controle da língua como indicador de uma “religião pura” (1.26), volta ao tema com uma advertência: “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo”(3.1). Tiago revela uma preocupação com aqueles que têm a língua como instrumento importante no cumprimento de sua missão. Quem ensina, usa a palavra, para comunicar a verdade de Deus. Por esse motivo, Deus requererá mais dele.
“Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (3.2). Tiago se inclui entre aqueles que podem fazer mau uso da palavra, “tropeçamos”. O professor, ou quem quer que seja o orientador não se constitui exceção. O uso da palavra pode dar oportunidade para a vanglória,ou também para falar contra alguém, e estas atitudes ofendem a lei de Deus (4.12). Expressando os seus pensamentos, por meio da linguagem falada, o mestre precisará ter cuidado de obedecer a Deus em todo o tempo, pois Jesus diz: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e pelas tuas palavras, serás condenado” (MT 12.37).
Para mostrar a necessidade do controle da língua, Tiago faz duas comparações. Primeiro, fala dos freios que se põem na boca de cavalos (3.3). Depois, mostra como um navio obedece ao leme manobrado pelo timoneiro. Comprova com as ilustrações que o pequeno controla o grande. “Assim , também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva” (3.5). A língua pode determinar o destino do indivíduo. Pode destruir vidas (3.6) ou edificá-las (Ef. 4.29). Controlar a língua é dirigir a vida de maneira construtiva. Quem exerce um cuidadoso controle da língua é capaz de dar curso à própria vida de modo apropriado e aprovado por Deus.
Figueira não pode produzir azeitonas; videira não pode produzir figos; fonte de água salgada não pode dar água doce (3.12). De uma só boca procede benção e maldição. Meus irmãos não é conveniente que estas coisas sejam assim” (3.10). Uma das maiores necessidades dos cristãos está em ter cautela naquilo que falam. A igreja deve ser exemplo nas relações interpessoais. Entre seus membros não deve existir mexericos, boatos ou palavras impensadas.
O cristão é homem regenerado, de vida alinhada com Deus. Não convém suar palavras para bendizer a Deus e amaldiçoar os homens, feitos à semelhança de Deus (3.9). O cristão tem a palavra de vida eterna. É seu dever proferir boas palavras: palavras honestas, de esperança, de consolo, de alegria e de paz.
Mas, e as contendas? Contendas não devem fazer parte da vida do cristão. “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, se não dos prazeres que militam na vossa carne?”(Tg 4.1). Quando Tiago faz essa pergunta, está se referindo às comunidades cristãs, que mesmo naquela época não era perfeita; tinham problemas tais como: partidarismo, adultério, bebedeira... Assim como temos hoje controvérsias, divisões e competições em nossas igrejas. Porque isso acontece?
As pessoas (cristãs e não-cristãs) são naturalmente inclinadas a tomar atitudes que as afastam de Deus. Todos somos propensos a concebermos o prazer como o bem supremo da vida. Mas essa realidade se modifica a partir do momento em que nos tornamos Cristãos, porque Cristo nos libertou do jugo do pecado e nos comprometemos a viver segundo a ética de Deus.
A qualidade moral do cristão é determinada a partir do seu conhecimento de Deus e da forma com que se relaciona com Ele. Quando nos abrimos para um relacionamento íntimo com Deus, percebemos claramente que algumas coisas são boas e outras são más, na perspectiva dele. Dessa forma, sabemos que por sermos filhos de Deus há ações que não devemos praticar, como aquelas que resultam de inveja e que geram contendas, e outras que temos que praticar, como aquelas que se constituem mandamento de Deus.
“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tg.4.4) Não dá para sermos amigos de Deus e do mundo ao mesmo tempo. O conselho de Paulo para os crentes de Roma serve também para nós: “Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa. E assim vocês aprenderão, de experiência própria, como os caminhos de Deus realmente satisfazem a vocês” (Rm 12.2).
Cristo nos salvou para sermos agentes de transformação. Ele conta conosco para implantar no mundo os valores divinos. É assim que nos ensina: “Vocês são o sal da terra...Vocês são a luz do mundo...Não escondam a luz de vocês! Deixem que ela brilhe para todos; e que as boas obras de vocês brilhem para serem vistas por todos, de tal maneira que louvem o Pai celeste”(MT 5.13-16).
Podemos e devemos ser diferentes. Tiago mostra como conseguimos isso:
>Sujeitando-nos a Deus- O segredo da vitória na luta contra o pecado está na sujeição a Deus e na resistência ao Diabo (v.7), (Ef.6.10,11).O Diabo não gosta da presença de Deus. Quando nos entregamos a Deus de maneia completa e profunda, os nossos poderes de resistência são fortalecidos. Combatemos o inimigo e ele foge de nós.
>Chegando-nos a Deus- Deus está sempre disposto ao encontro dom aqueles que o buscam com sinceridade (v.8a). Chegar-se a Deus é desenvolver comunhão íntima com ele. É estar sempre perto dele, conversando e parando para ouvi-lo. É andar com ele como Enoque andou (Gn 5.21-24).
>Purificando nossas mãos e coração- Para convivermos com Deus, precisamos ter um desejo real de santificação, tirando da nossa vida as impurezas. Nossas ações e sentimentos devem agradar a Deus.

março 14, 2009

Estudo 6 da EBD. Domingo, 22 de Março de 2009.

TEMA: Ações ... Chega de palavras. Tiago 2. 14-26

“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?”(Tg 2.14)

A prática é um elemento indispensável ao verdadeiro cristianismo. Tiago usa o termo “obra” referindo-se aos atos de amor e misericórdia praticados pelos irmãos em cumprimento da lei do amor; atos praticados em obediência a Deus e ao serviço dEle. Apela para a realidade da prática cristã da fé. Considera que as obras são resposta de gratidão por aqueles que mantêm um relacionamento com Deus.
Nos versos 15 e 16 Tiago usa uma ilustração que reflete sua profunda preocupação com a pessoa cuja fé consiste somente de palavras. Confrontado pela necessidade do outro, este crente nada faz, além de expressar bons desejos. Por mais bem intencionadas que tenham sido as palavras “Deus o abençoe; aqueça-se e coma bem” (v.16), não foram bem aproveitadas por aquelas pessoas necessitadas. Fica claro que elas foram despedidas sem conforto e nisto não há nenhum proveito espiritual.
O cristão pratica ações em obediência a Deus e a serviço dEle. Nossas palavras tem um significado real quando as nossas ações correspondem a elas. A fé cristã genuína inclui as obras. A fé que uma pessoa afirma possuir só poderá se fazer representar pela ação. Para isso, precisa traduzir-se em obediencia ativa e vigorosa ao chamado de Deus para o cumprimento da missão. Não devemos nos contentar em oferecer simples palavras, quando Deus nos chama à ação.
Tiago já afirmou que dar assistência aos pobres e necessitados é um daqueles atos de misericórdia que “triunfam sobre” o julgamento de Deus (v.13). E, dando continuidade ao ensino, contrapõe a fé sem obras à fé com obras. No versículo 14, pergunta se a fé sem obras pode salvar. No versículo 24, apresenta as obras como produto necessário e inevitável da verdadeira fé; esclarece que Deus exige obras daqueles que estão no seu reino. O ensinamento de Tiago repete uma tradição bíblica. Isaías, no AT, convocou o povo de sua época para expressar uma religião verdadeira: “...repartam sua comida com os famintos, ofereçam abrigo a quem não tem casa, dêem roupas aos que estão nus e não se escondam de quem precisa de ajuda... quando vocês gritarem, o Senhor responderá; quando vocês pedirem ajuda, ele dirá: Eu estou ao seu lado” (Is. 58. 7-9). Jesus prometeu o reino àqueles que dessem comida, água e vestissem “a um destes meus pequeninos irmãos”(Mt.25.31-46). Fé sem obras é semelhante a um corpo sem espírito, sem vida. Uma fé sem obras é “morta”(v.17,26), “inoperante”(v.20), não é fé que salva (v.14)

Quantas vezes você já foi abordado por alguém que pedia alguma coisa para comer, dinheiro para comprar alimento ou roupas para agasalhar-se? Quando isso aconteceu de que maneira você reagiu?

Leituras Diárias: Segunda- Tiago2.14-26, Terça- Mateus 25.31-40, Quarta- Mateus 25.41-46, Quinta- Isaías 58.1-9, Sexta- 1Reis 17.1-16, Sábado- 1João 3.17-19, Domingo- Mateus 7.21-23.

março 07, 2009

Estudo 5 da EBD. Domingo, 15 de Março de 2009.

TEMA: E a discriminação...? Tratamento igual para todos. Tiago 2.1-13


“Queridos irmãos, como vocês podem alegar que pertencem ao Senhor Jesus Cristo, o Senhor da glória, se mostrarem preferência por gente rica e desprezarem os pobres?” (Tg 2.1) (A Bíblia viva)
“Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas.” (Tg.2.1 (LH)

A distinção entre pessoas por causa d nível econômico-cultural, raça, classe social é comum em nosso meio. Neste trecho, Tiago afirma que um cristão não pode fazer acepção de pessoas.
Esta é uma atitude que não agrada a Deus.
Em Deuteronômio 1 relata que Moisés dirigiu a palavra a Israel, explicando todas as leis conforme Deus tinha ordenado. Após nomear os chefes para cada tribo, deu instruções para que quando tivessem de tomar alguma decisão, não favorecessem ninguém por algum motivo; dessem a mesma atenção ao grande e ao pequeno, ao poderoso e ao fraco.
No verso 2 e 3 do cap.2, Tiago mostra de forma clara que não se pode fazer acepção de pessoas na igreja. Todas as pessoas são valiosas para Deus. Não temos a aprovação de Deus quando demonstramos preferências por pessoas de posição social mais elevada, negando atenção e o devido respeito àquelas que são mais simples.
“Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, fazeis o bem”(Tg2.8).
A lei real aqui mencionada é a lei do amor. Essa lei nos foi dada por Jesus (Lc 10.27; MT 22.39). Nosso lugar no reino de Deus está garantido quando a cumprimos. “...Fase isso e viverás” (Lc 10.28), foi a resposta de Jesus ao doutor da lei. Em Lucas 10.30-37 e 19.1-10, Jesus ensina que devemos ver além das aparências, conversar com todo o mundo e ser bons para uma pessoa mesmo que os outros a rejeitem. O Cristão deve ser misericordioso e não preconceituoso, assim aprendemos. Portanto, não nos preocupemos com a murmuração alheia; mostremos amor ao próximo, mesmo que seja muito diferente de nós. “Continuem a amar-se uns aos outros com amor fraternal verdadeiro. Não se esqueçam de ser bondosos com os estranhos, porque alguns que fizeram isso hospedaram anjos sem percebê-lo”(Hb 13.1,2 A Bíblia viva). Todas as pessoas são dignas do nosso amor.
“Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela Eli como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos” (Tg 2.9,10).
Fazer acepção de pessoas é pecado. Para que não sejamos tentados a considerar que este pecado é de pequena importância, Tiago faz menção de dois mandamentos da Lei de Deus: não matarás e não adulterarás (Ex 20.13,14). Ele diz que não adianta cumprir um, se deixarmos de observar o outro. Cumprimos todos os mandamentos como servos fiéis ou deixamos de obedecer qualquer dos mandamentos ficando devedores à lei. No verso 12, Tiago refere-se à lei da liberdade. Cristo nos libertou para amarmos a Deus, já que nossa natureza não permitia, e amarmos o próximo, o que também era difícil para nós. Com Ele vencemos o pecado e podemos ter atitudes positivas no relacionamento com as pessoas.

Leituras Diárias: Segunda- Tiago 2.1-13, Terça- Deuteronômio 1.9-17, Quarta- Marcos 12.28-33, Quinta- Romanos 13.8-10, Sexta- Gálatas 5.13-15, Sábado- Mateus 25.31-46, Domingo- Hebreus 13.1-2.