TEMA: Vivendo em comunidade. Tiago 5.13-18
“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração...”(Tg 5.13,14)
“Confessai...e orai uns pelos outros...”(Tg 5.16).
“Elias era homem semelhante a nós...e orou...”(Tg 5.17).
Referindo-se à convivência dos crentes, Tiago coloca o ato de orar em destaque. No início da carta, aconselhou o crente a orar com fé (1.5,6). Agora, para finalizar, novamente incentiva-o à oração. Faz três perguntas, focalizando pessoas de três categorias: o sofredor, o feliz e o doente. Dá respostas da mesma natureza para todas elas. O crente deve orar pelo irmão que sofre. Deve cantar louvores a Deus quando um irmão está contente. Deve orar pelo irmão que estiver doente. Um crente deve orar pelo outro, qualquer que seja a situação na qual se encontre.
Da mesma forma, o apóstolo Paulo ensina que o cristão precisa orar sempre:”Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e ara isto vigiando com toda perseverança e súplica e por todos os santos...” (Ef 6.17,18).
Enfrentando o sofrimento, precisamos buscar em Deus o livramento da provação ou a força para resistirmos permanecendo fiéis a ele. Do alto vem a capacitação para executarmos os propósitos que ele tem planejado. Tendo o coração confortado, é importante lembrarmos que o bem-estar vem de Deus e expressarmos a gratidão ao Senhor com oração e louvor.
No caso de enfermidade, líderes espirituais devem ser chamados para a oração intercessora. Aqui o termo usado para líderes espirituais é “presbíteros” ou “anciãos”, assim como “bispos” (Atos 20.28) e “pastores” designam a mesma função no NT e identificam homens dados ao ministério da oração.
O ensinamento de Tiago é que alegria e sofrimento devem ser transformados em oração e cântico, entre os membros da igreja de Cristo.
“E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se, houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.15). Neste versículo vemos que os presbíteros deviam orar pelas pessoas doentes e ungi-las com óleo. A unção era um ato simbólico. Indicava que a pessoa estava sendo “separada” para receber a atenção e o cuidado de Deus. É uma pratica recomendada por Tiago e que é mencionada no NT somente mais uma vez:”expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo” (Mc 6.13).
Muitas curas foram realizadas sem unção e isto demonstra que ela não é imprescindível na oração pela cura. No v.15, Tiago atribui a cura à ação de Deus, respondendo à fé expressa na oração dos presbíteros, e não à unção. Mostra que a oração será eficaz quando refletir um compromisso sincero e inabalável com Deus. Sua expressão-oração da fé- traz a idéia de confiança na capacidade que Deus tem de responder. Refere-se, também, ao reconhecimento de que Deus é soberano e sua vontade, perfeita. Podemos orar com fervor ou com insistência como fez Elias (v.17,18), mas a ação do Espírito de Deus requer de nós a visão de um Deus grande, fiel e Todo-Poderoso, que está no controle de nossa vida.
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